“Não sou nada, nem ninguém. Apenas mais um andarilho sem destino, inigualável como todo mundo também é. Um jovem coração militar de alma velha caminhando na estrada longa, traiçoeira e inimiga, trazendo uma estrela no peito e um amor gritante na garganta. Não me fizeram frio como a arma que carrego na cintura. Rio, choro, crio um sofrimento feliz, não sou estátua do mal amalgamada com um verniz do bem. Tenho águas calmas em meu coração e carrego flores também. Contudo, meu pranto também carrega rochas que impedem a passagem do sentimento. A lama negra do pântano, querendo se passar por enchente de amor, rasgou minha alma com palavras sem conforto e sem encanto, no exato momento em que a espada da tristeza me arrancava o lado esquerdo do peito. Não ouso soltar o grito. Lágrimas doídas anuviam meus olhos, os dedos das mãos permanecem trêmulos e rosados. Mãos de conchas pela face. Choro. Tombo-me ao chão de joelhos e aos prantos peço-lhe perdão. Quero gritar para o mundo inteiro, que é o céu e o inferno dos humanos: Encontrei meu amor verdadeiro, achou morada o meu coração cigano.”
— Cinzentos.
Ps.: créditos à minha Thaisinha que fica me mostrando essas coisas lindas. <3
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