Karla Reis

Karla Reis

sábado, 18 de fevereiro de 2012

          “Não sou nada, nem ninguém. Apenas mais um andarilho sem destino, inigualável como todo mundo também é. Um jovem coração militar de alma velha caminhando na estrada longa, traiçoeira e inimiga, trazendo uma estrela no peito e um amor gritante na garganta. Não me fizeram frio como a arma que carrego na cintura. Rio, choro, crio um sofrimento feliz, não sou estátua do mal amalgamada com um verniz do bem. Tenho águas calmas em meu coração e carrego flores também. Contudo, meu pranto também carrega rochas que impedem a passagem do sentimento. A lama negra do pântano, querendo se passar por enchente de amor, rasgou minha alma com palavras sem conforto e sem encanto, no exato momento em que a espada da tristeza me arrancava o lado esquerdo do peito. Não ouso soltar o grito. Lágrimas doídas anuviam meus olhos, os dedos das mãos permanecem trêmulos e rosados. Mãos de conchas pela face. Choro. Tombo-me ao chão de joelhos e aos prantos peço-lhe perdão. Quero gritar para o mundo inteiro, que é o céu e o inferno dos humanos: Encontrei meu amor verdadeiro, achou morada o meu coração cigano.”

— Cinzentos.
Ps.: créditos à minha Thaisinha que fica me mostrando essas coisas lindas. <3

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