Lembro de não estar nem aí com opiniões alheias, não ligar para o que iam falar da roupa que eu desfilava por aí. De não ligar pro mundo, pras pessoas. Lembro de me importar apenas comigo. De calçar os sapatos de salto-alto da mamãe e fazer um longo desfile pelos corredores da casa. Correr com meu cachorro na rua, esfolar o joelho; Lembro da minha mãe, assoprando-o com calma e eu chorando, terrivelmente preocupada com a ardência que a gota de merthiolate causaria. Lembro de poucos minutos depois já estar em pé, correndo novamente. Lembro de sentir medo da injeção, não da pessoa que iria aplicá-la.
Lembro de me importar comigo, não com o que pensavam de mim. Lembro de vestir o que queria, sem seguir moda e padrão de beleza. Nadar só de calcinha e fazer castelos de areia com os baldes coloridos. Brincar de ciranda, esconde-esconde. Conversar com alguém diferente como se já houvessem anos de amizade. Reinventar, inventar, criar. Aprender, ensinar. Conhecer, descobrir, amar. Viver.
Lembro de querer crescer logo.
E hoje eu continuo lembrando.. de como eu queria reviver tudo isso, como eu queria aproveitar tudo de novo; sem responsabilidade, sem limite.
Ah.. que saudade de mim.
Ps.: É um pequeno texto que eu escrevi o que me veio na cabeça. Não ficou muito bom. Mas, enfim.. eu escrevo para mim mesmo! -q
Karla Cristina.
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