Estou exausta. O cansaço é tanto que nem a calma me permite ter paz. Peguei um livro do qual eu esperei dias pra ler, li dois ou três capítulos e o pus de lado. Meus olhos sentiam-se pesados demais para conseguirem transmitir para meu cérebro qualquer linha de raciocínio ou transformar qualquer palavra em emoção para que eu conseguisse sentir a história. Deitei no sofá. Peguei num leve sono durante um pouco menos de uma hora. Acordei. Sentei. Não sabia se meus olhos já estavam abertos ou se eu estava tendo um delírio incessantemente perturbador. Voltei a debruçar a cabeça sobre a almofada. Pressionei meus dedos indicadores ao lado dos meus olhos fazendo movimentos circulares. Funcionou um pouco, confesso. Levantei, tomei um copo d'água, escovei os dentes e fui direto pra cama. Quando me senti deliciosamente confortável me veio à cabeça que você ainda não estava na sua casa. Aquela ideia me perturbava. Não conseguia pregar o olho, por mais pesados que eles estivessem, sabendo que você ainda não estava num lugar totalmente seguro. Perdi o sono e a vontade de dormir.
Olha a que ponto chegamos... Pode parecer exagero, e por mais que seja, é verdade. Não posso fugir disso nem sequer idealizar uma desculpa pra usar. Estou apaixonada. Bem ou mal isso já faz parte de mim. Já tenho outras preocupações além das minhas, outras datas pra guardar, novas responsabilidades pra assumir... Sobrecarregar demais? Não sei. A única coisa que eu tenho certeza é que não queria que fosse de outro jeito. E estou torcendo pra que não seja.
- Karla Reis.
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