Karla Reis

Karla Reis

sábado, 17 de setembro de 2011

Presa ao passado.

          Encontro-me presa ao passado. Não consigo desprender-me de nada que me lembre você. As tuas palavras ficaram gravadas de um modo intenso sobre mim. As lembranças dos toques de seu corpo sobre o meu causam-me calafrios. Os teus olhos, que eram como um mar de súplicas e delírios, parecem encontrar-se com os meus quando olho o branco da parede. Dificilimo contar as sensações. O despertar do desejo de te trazer de volta. Gravei a nossa história como se tentasse resgatar qualquer momento que ficasse claro o amor lírico entre as nossas vidas unidas a uma só.

          Mas não... Nada pode te trazer de volta. E eu fracasso sempre que me lembro disso. As tentativas de atrair de volta o seu amor, tornam-se o mesmo que madrugadas lotadas de olheiras, lágrimas e café, passadas em vão, sem o conforto de te ter aqui. Agora não tenho o calor dos seus braços para me acolher, me proteger. E o frio parece muito mais desagradável. Tento ser o mais forte possível, mas o escuto construído com os restos da minha alma falha. Quebra fácil, desmonta. E assim todas as memórias, as mais secretas lembranças de nós me invadem. Me machucam. E eu não posso fazer nada; Estou totalmente vulnerável a qualquer lágrima. Não tenho hora pra desmoronar e muito menos, para conseguir me reestabelecer novamente.

          E sei que não posso fazer nada. Já que a única coisa que poderia me manter em pé também é o único motivo pelo qual permaneço a poucos metros do abismo; Você.

- Karla Reis. @karlarreis

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