Karla Reis

Karla Reis

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Chuva, chuva.

          Eu tenho medo da chuva.
          Aliás, não da chuva, mas dos trovões. Sinto-me infinitamente pequena ao ouvi-los. São de uma imensidão medonha. Fenômenos da natureza. As vezes, parecem furiosos, como se quisessem se vingar dos males que a sociedade causa à natureza. Outras, sinto a leve impressão de que seja um pedido de socorro. Está bem, me chame de maluca quantas vezes quiser, mas isso não muda o fato de que, se a natureza reage de forma tensa, éporque damos motivos e não estamos nem aí para o que, de fato, nos dá a vida.
          Somos ignorantes ao ponto de fingir que lixeiras não existem. Tratamos garis como empregados, quando devíamos mil agradecimentos à eles. O mundo ainda tem jeito, eu sei disso. Concordo que as vezes chegamos a pensar que está tudo acabado, mas não está. Se ficarmos parados de nada vai adiantar, meu caro. Os desastres naturais vão começar a acontecer com mais frequencia, e ainda mais perigosos; talvez tentando chamar nossa atenção para "acordar pra vida". A nossa vida. Cuidar da natureza, cuidar do nosso mundo, é cuidar de nós.
          Devemos cuidar de quem nos dá a vida. Talvez, trovões e enchentes sejam só uma maneira de pedir ajuda.
Save the planet, there's still time.

Karla Cristina.

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